Homossexualismo
Grupos LGBT Repensando Estratégias Depois de Derrotas Internacionais
NOVA
IORQUE, EUA, de março (C-FAM) Grupos que trabalham para normalizar a
homossexualidade no mundo todo estão se perguntando o que devem fazer em
face da crescente oposição a seus esforços.
Nigéria, Uganda e
Índia estão entre os países que recentemente repeliram campanhas de
grupos homossexuais em seus territórios, se queixaram ativistas na
semana passada num evento chamado “Liberdades Básicas num Mundo
Homofóbico.” Uns 80 países criminalizam a sodomia ou atos sexuais de
mesmo sexo.
Mas grupos lésbicos, gays, bissexuais e transgêneros
(LGBT) estão menos preocupados com as leis de sodomia que em grande
parte não são implementadas que limitam as atividades dos grupos LGBT. O
espaço para discussão está sendo “fechado,” avisou Bruce Knotts da
Secretaria Universalista Unitarista da ONU. Os universalistas
co-patrocinaram o evento do Centro de Igreja da ONU com uma coalizão de
organizações.
Leis que proíbem mirar menores de idade com
informações sobre o estilo de vida homossexual ou igualá-lo à conduta
sexual “tradicional” estão varrendo a Europa Oriental. Essas leis, e as
recentes leis sobre homossexualidade na África, são comprovadamente mais
sobre limitar as atividades de grupos LGBTs ocidentais do que punir
atos homossexuais, observou Knotts.
Knotts, cujo grupo tem
parceria com GLAAD para abordar grupos religiosos, disse que as novas
leis violam a liberdade religiosa dos progressistas, acrescentando que
com muita frequência a liberdade religiosa é vista como uma questão
“direitista.”
Esses grupos se preocupam com obstáculos à defesa
das causas LGBT. Sem discussão, não dá para mudar atitudes sobre
sexualidade, lamentaram os membros do painel.
Knotts observou que
não há nada mais poderoso do que figuras do entretenimento e esportes e
outras celebridades se revelando a favor de direitos LGBT. Ele prediz
que haverá “mártires” que devem ser “levantados” como David Kato, um
ativista homossexual ugandense que se tornou uma figura simbólica depois
de seu assassinato, embora um prostituto acabasse confessado que havia
assassinado Kato depois que Kato se recusou a pagar por sexo.
As
atitudes islâmicas para com o sexo e vida familiar são outro obstáculo
devastador para os direitos LGBT internacionalmente. Mas os ativistas
não desistiram dos muçulmanos. Hossein Alizadeh, membro do painel e
representante de um grupo LGBT no Oriente Médio e Norte da África,
pareceu otimista.
Não fale sobre autonomia sexual ou direitos
humanos, fique sabendo. Ambos estão associados com a decadência
ocidental e estão muito politizados. O ponto de partida da conversa
deveria ser justiça e um debate construído dentro da cultura, não
imposto de fora.
O islamismo é a “peça central da identidade” para
os muçulmanos, e a questão é como reconciliar a fé com a
homossexualidade, disse Alizadeh. Ele descreveu seus esforços
bem-sucedidos para persuadir a BBC e a Voz da América, que transmitem no
Irã, a adotar normas preparadas por sua organização sobre como falar
sobre questões LGBT, e apontou para um recente vídeo musical com tema
lésbico da cantora popular iraniana Googoosh.
Mas a questão mais urgente que os promotores LGBT estão perguntando é: o que os governos ocidentais podem fazer?
A
comunidade global, por meio da ONU, tem permanecido em grande parte em
silêncio sobre as questões LGBT, só condenando a violência contra os
indivíduos que se identificam como LGBT. Poucos países querem mudar de
posição nas atitudes tradicionais com relação à sexualidade.
Alguns
argumentam que a defesa notória que Obama faz dos direitos LGBT tem
trazido consequências, e uma abordagem mais sútil é necessária. Outros
insistem em que a pressão externa é o único caminho a ir. A Dinamarca e a
Noruega cortaram assistência governamental para Uganda por causa da lei
anti-homossexualidade recentemente aprovada. E o Banco Mundial adiou
uma verba de 90 milhões de dólares para Uganda depois que seu presidente
sancionou uma lei contra a conduta homossexual.
Os membros do
painel no Centro de Igreja pareciam recorrer ao uso das leis de asilo
para tirar promotores LGBT de países hostis quando seus esforços falham.
Autor: Dr. Stefano Gennarini – Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax Divulgação: www.juliosevero.com
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