segunda-feira, 3 de março de 2014

Teologia Reformada - Defesa do Evangelho:

Teologia Reformada - Defesa do Evangelho:


 As Dez Marcas Distintivas da Pregação de Calvino


No livro João Calvino: amor à devoção, doutrina e glória de Deus (Editora Fiel), editado por Burk Parsons, há um capítulo intitulado O Pregador da Palavra de Deus,
escrito por Steven Lawson. Aqui está um resumo desse capítulo,
delineando o que Steven Lawson sugere ser as dez marcas distintivas da
pregação de Calvino. 


1. A pregação de Calvino era bíblica em seu conteúdo.
“O reformador se manteve firme no principal fundamento da Reforma — sola Scriptura (somente a Escritura)… Calvino acreditava que o pregador não tinha nada a dizer além das Escrituras.” (pp. 96-97)
2. A pregação de Calvino seguia um padrão sequencial.
“Durante o ministério de Calvino, o seu
procedimento era pregar sistematicamente sobre livros inteiros da
Bíblia… Na manhã dos domingos, Calvino pregava o Novo Testamento; à
tarde, o Novo Testamento e os Salmos; e, em semanas alternadas, pregava o
Antigo Testamento todas as manhãs da semana. Servindo-se desse método
consecutivo, Calvino pregou quase todos os livros da Bíblia.” (pp.
97-98)
3. A pregação de Calvino era direta em sua mensagem.
“Quando expunha as Escrituras, Calvino
era notoriamente direto e centrado no ensino principal. Ele não iniciava
sua mensagem com uma história cativante, uma citação estimulante ou uma
anedota pessoal. Em vez disso, Calvino introduzia de imediato os seus
ouvintes no texto bíblico. O foco da mensagem era sempre as Escrituras, e
Calvino falava o que precisava ser dito com economia de palavras. Não
havia frases desperdiçadas.” (p. 98)
4. A pregação de Calvino era extemporânea em seu apresentação.
“Quando subia ao púlpito, ele não levava
consigo um rascunho escrito ou esboço do sermão. O reformador fez uma
escolha consciente de pregar extempore, ou seja, espontaneamente.
Ele queria que seus sermões tivessem uma desenvoltura natural e cheia
de paixão, enérgica e envolvente; acreditava que a pregação espontânea
era mais conveniente para cumprir esses objetivos.” (p. 99)
5. A pregação de Calvino era exegética em sua abordagem.
“Calvino insistia que as palavras da
Escritura têm de ser interpretadas conforme o ambiente histórico
específico, as línguas originais, as estruturas gramaticais e o contexto
bíblico… Calvino insistiu no sensus literalis, o sentido literal do texto bíblico.” (p. 100)
6. A pregação de Calvino era acessível em sua simplicidade.
“Como pregador, o principal objetivo de
Calvino não era comunicar-se com outros teólogos, e sim alcançar as
pessoas comuns, assentadas no banco… Ocasionalmente, Calvino explicaria
mais cuidadosamente o significado de uma palavra, sem citar o grego ou o
hebraico original. Todavia, Calvino não hesitava em usar a linguagem da
Bíblia.” (p. 101-102)
7. A pregação de Calvino possuía um tom pastoral.
“O reformador de Genebra nunca perdia de
vista o fato de que ele era um pastor. Assim, ele aplicava
calorosamente as Escrituras, com exortação amável a fim de pastorear o
seu rebanho. Ele pregava com a intenção de estimular e encorajar suas
ovelhas a seguirem a Palavra.” (p. 102)
8. A pregação de Calvino era polêmica em sua defesa da verdade.
“Para Calvino, a pregação necessitava de
uma defesa apologética da verdade. Ele acreditava que os pregadores
tinham de resguardar a verdade; por isso, a exposição sistemática exigia
a confrontação das mentiras do Diabo em todas as suas formas
enganosas.” (p. 103)
9. A pregação de Calvino era cheia de paixão em seu alcance.
“Em nossos dias, há uma noção errônea de
que, por acreditar na predestinação, Calvino não era evangelístico. O
mito persistente é que ele não tinha paixão por alcançar almas perdidas
para trazê-las a Cristo. Nada pode estar mais distante da verdade.
Calvino possuía uma grande paixão por alcançar as almas perdidas. Por
essa razão, ele pregava o evangelho com uma persuasão que afetava o
coração e com amor, apelava aos pecadores desgarrados a se renderem à
misericórdia de Deus.” (p. 104)
10. A pregação de Calvino era doxológica em sua conclusão.
“Todos os sermões de Calvino eram
completamente teocêntricos, mas seus apelos conclusivos eram sinceros e
amorosos. Ele não podia descer do púlpito sem exaltar o Senhor e instar
seus ouvintes a se rederem à absolutamente supremacia dEle. Os ouvintes
tinham de se humilhar sob a poderosa mão de Deus. Quando concluía,
Calvino exortava regularmente sua congregação: ‘Prostremo-nos todos ante
a majestade do nosso grande Deus’. Não importando o texto bíblico sobre
o qual ele pregava, essas palavras demandavam uma submissão
incondicional de seus ouvintes.” (p. 105)
 
Tradução: Felipe Sabino (agosto/2013)

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